Melhores investimentos para 2022: conheça as opções mais rentáveis

Publicado em: 4 de fevereiro de 2022

Couple looking at laptop together in their cozy loft apartment
Com os planos para um novo ano, é comum se perguntar onde investir dinheiro para alcançar os resultados financeiros desejados. Então conhecer o melhor investimento para os seus objetivos em 2022 permite começar a se preparar para identificar e aproveitar oportunidades.

Ao mesmo tempo, é preciso ter atenção para considerar os aspectos que são realmente relevantes. Com uma análise completa, você tem a chance de definir a configuração de carteira que faz mais sentido para as suas características.

Na sequência, veja onde investir dinheiro em 2022 e saiba como tomar decisões conscientes de alocação dos seus recursos!

O que esperar de 2022?
Depois de anos difíceis, com muitas lições aprendidas com a pandemia de covid-19, a pergunta que muitos se fazem é: “o que esperar de 2022“. Mesmo com o avanço da vacinação e a retomada de grande parte das atividades comerciais, a situação econômica no Brasil — e no mundo — ainda merece atenção.

Um dos pontos de alerta é a alta da inflação. Segundo dados do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o percentual acumulado entre outubro de 2020 e outubro de 2021, auferido pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apresentou uma alta de 10,7%.

Em outubro, a previsão para 2022 era de um recuo no IPCA e no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), de 4,9% e 4,6% respectivamente.

Outro dado essencial para a economia é o PIB (Produto Interno Bruto), que registrou queda de 0,1% no terceiro trimestre de 2021 em comparação ao segundo trimestre do ano. O boletim Focus — relatório semanal do Banco Central do Brasil (BCB) — estima um crescimento de 0,5% para 2022.

A projeção de aumento se justifica na contenção da pandemia. Mas a recuperação ainda é desafiadora, pois a indústria de transformação enfrenta a insuficiência de matéria-prima.

Outros fatores que reforçam a incerteza econômica são as eleições presidenciais em 2022, o câmbio depreciado, os problemas nas contas públicas e o cenário externo desfavorável. Assim, é um ano que exigirá cautela nas finanças.

Quer saber mais sobre o cenário econômico de 2022? Clique aqui e baixe o relatório gratuito e leia a visão d economista Álvaro Frasson.

Quais fatores podem influenciar os investimentos em 2022?
Como você viu, a economia mais fraca exige atenção nas escolhas financeiras em 2022. A baixa do PIB afeta mais diretamente os ativos da renda variável, que ficam mais expostos à movimentação do mercado. Porém, efeitos indiretos também são sentidos na renda fixa.

Os investidores devem ter atenção especial, ainda, para a alta da inflação. Afinal, algumas alternativas podem não superar a desvalorização do dinheiro — trazendo rentabilidade real negativa.

Além disso, é relevante destacar que a alta da taxa Selic — a taxa básica de juros — é outro ponto que afeta os investimentos. Em 16 dezembro de 2021 a Selic estava em 9,25% ano. A estimativa é que esse valor se eleve em 2022, o que coloca em evidência os ativos atrelados ao indicador.

Como descobrir onde investir em 2022?
Com as informações que vimos até aqui, é possível pensar nos melhores investimentos para 2022. Contudo, primeiramente, você deve entender que saber onde investir em qualquer período não depende de uma fórmula única.

Ou seja, não existe um investimento (ou um conjunto deles) que sirva para todas as pessoas e da mesma forma. Desse modo, é essencial considerar que os aspectos individuais têm grande impacto na tomada de decisão.

Pensando nisso, veja quais são os fatores mais importantes!

Perfil de investidor
Conhecer o seu investidor é uma condição indispensável para fazer um investimento em 2022 — ou em qualquer ano. Isso porque ele define qual é a sua tolerância ao risco e o que você espera em termos de segurança, liquidez e rentabilidade.

Existem três classificações: conservador, moderado e arrojado. Portanto, comece entendendo em qual perfil você se encaixa. Assim, terá mais chances de fazer investimentos sem medo dos riscos além do limite desejado.

Objetivos financeiros
O melhor investimento para 2022 é aquele que, além de atender ao seu perfil, permite que você se aproxime dos seus objetivos financeiros. Logo, é muito importante definir as metas antecipadamente.

Pense, por exemplo, se você pretende fazer uma viagem no final do ano, se deseja começar a planejar a aposentadoria ou se espera realizar a aquisição de um bem. É essencial estabelecer o quanto você espera ganhar, como deve ser a liquidez e qual é o prazo esperado de resgate.

Capacidade de poupança
Após considerar os seus objetivos e o perfil de investidor, é o momento de entender o quanto você pode economizar e direcionar para os investimentos. Isso exige, principalmente, uma análise sobre sua situação financeira e as projeções para o ano que se iniciará.

Com uma capacidade maior de investimento, é possível potencializar seu patrimônio. Além disso, fica mais fácil aproveitar alternativas que exijam aporte mínimo elevado.

Por outro lado, se você tiver uma capacidade menor de economia, ainda é possível obter resultados. Nesse caso, será preciso buscar possibilidades mais acessíveis — e elas existem!

Carteira de investimentos
Se você já investe, é importante considerar as configurações do seu portfólio de investimentos atual. Em alguns casos, o que parece ser a melhor escolha para investir dinheiro em 2022 mudará completamente o perfil de risco da sua carteira.

Portanto, a análise deverá ser reforçada. Avalie quais são as suas escolhas de investimentos, quanto tem alocado e como têm sido seus resultados. A partir disso, reflita sobre possíveis mudanças. Assim, suas chances de fazer escolhas consistentes aumentam.

Experiência no mercado
Para realizar boas escolhas de investimentos é importante conhecer as alternativas de interesse e ter clareza sobre a sua estratégia financeira. Nesse contexto, a sua experiência como investidor no mercado é um fator importante para orientar a alocação dos ativos.

Existem alternativas simples e acessíveis, enquanto outras são mais complexas e exigem maiores estudos. A dica para montar uma carteira de maneira assertiva é sempre saber em que você está investindo e o que a alternativa efetivamente tem a oferecer.

Qual é o melhor investimento para 2022? Confira algumas opções

Como você acaba de ver, fazer uma análise personalizada sobre a sua situação e as suas características é determinante para saber onde aportar os recursos. Depois de considerar essas informações, torna-se viável conhecer as alternativas do mercado com mais cuidado.

Perceba que o melhor investimento para 2022 se relaciona com o cenário econômico, mas também depende da sua estratégia individual.

Conheça algumas alternativas do mercado e avalie quais fazem mais sentido para seus objetivos!

Investimentos em renda fixa
Com a inflação e a taxa de juros em alta, os títulos de renda fixa ficam em evidência para muitos investidores em 2022. Logo, é importante saber o que eles oferecem para saber se atendem às suas expectativas.

Acompanhe exemplos!

LCI e LCA
Entre os títulos privados da renda fixa estão a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). Elas são títulos emitidos por bancos, que atendem especificamente ao mercado imobiliário e agrícola.

Essas aplicações costumam ter uma data de vencimento e a liquidez tende a ser mais baixa, permitindo o resgate somente ao final do prazo. Ademais, é frequente que o investimento esteja atrelado ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

Também é importante saber que nessas alternativas há isenção de Imposto de Renda (IR) e que há a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

CDBs
O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um título privado com características semelhantes às das LCIs e LCAs, porém, sem determinar o setor de destino dos aportes. Ele conta com a cobertura do FGC, mas há cobrança do IR.

A alíquota segue a tabela regressiva, sendo proporcional ao tempo em que o investimento é mantido. Fica da seguinte maneira:

até 180 dias — 22,5%;
entre 181 e 360 dias — 20%;
entre 361 e 720 dias — 17,5%;
mais de 721 dias — 15%.
Assim como outros títulos de renda fixa, a rentabilidade desses produtos financeiros pode ser prefixada (com uma regra definida no momento do aporte), pós-fixada (atrelada a um percentual do CDI) ou híbrida (uma taxa fixa e uma pós-fixada). A liquidez e o valor mínimo variam entre os títulos.

Tesouro Selic
Os títulos públicos do Tesouro Nacional são negociados na plataforma do Tesouro Direto. Eles captam recursos para projetos do Estado e estão entre os mais populares da renda fixa. Um dos motivos para a grande procura é a simplicidade para investir e a segurança.

Esses produtos financeiros não contam com a cobertura do FGC, mas são avaliados como os mais seguros do mercado. Isso porque o Governo Federal é considerado um bom pagador.

São diversos os títulos oferecidos no Tesouro Direto e cada um deles tem características específicas. Nesse contexto, o Tesouro Selic é uma modalidade pós-fixada, que acompanha a taxa Selic. Sua rentabilidade é diária e ele oferece alta liquidez.

Tesouro IPCA
O Tesouro IPCA também é um título negociado pelo Tesouro Direto, que combina a rentabilidade prefixada e a pós-fixada. Assim, há a garantia de uma rentabilidade prefixada, acrescida do desempenho do IPCA. Logo, a aplicação rende acima da inflação.

Fundos DI
Os fundos referenciados DI, como o nome indica, são fundos de investimentos. Trata-se de uma modalidade coletiva, que conta com um gestor profissional responsável pela alocação. Para participar dos resultados é preciso adquirir as cotas. Esse fundo acompanha a taxa CDI ou a Selic.

Investimentos em renda variável
Para 2022, a renda variável também aparece entre as possibilidades de melhores investimentos, desde que esteja alinhada ao seu perfil de risco. A classe conta com muitas oportunidades. Por isso, é importante conhecê-las antes de se decidir.

Confira os principais investimentos da renda variável!

Fundos Multimercados
Os fundos multimercados também são fundos de investimentos. A particularidade é que eles têm a liberdade para alocar os ativos, podendo compor o portfólio com alternativas da renda fixa e da renda variável.

Assim, fundos multimercados não precisam seguir regras relacionadas à proporção de determinado segmento na carteira. Mas isso não significa que as escolhas sejam arbitrárias. Os fundos têm suas políticas e estratégias — que podem ser consultadas na lâmina antes de adquirir as cotas.

Por conta de suas particularidades, esses veículos na maioria das vezes têm gestão ativa. Mas ela também pode ser passiva, quando houver a intenção de manter os resultados próximos aos de um indicador de mercado.

Fundos Imobiliários: a porta de entrada para a renda variável
Os fundos imobiliários — ou FIIs — também são fundos de investimentos. Eles são negociados na bolsa de valores e a alocação da carteira é feita em ativos do mercado de imóveis.

Essa é uma das modalidades que tem despertado o interesse dos brasileiros. O efeito pode ser associado a uma tradição do país de investir em imóveis. Apesar disso, ainda há um desconhecimento das vantagens de fazê-lo através da compra de cotas dos FIIs.

A rentabilidade desses fundos pode ocorrer pela valorização das cotas na bolsa de valores ou pelo recebimento de proventos. É válido mencionar que esse tipo de investimento, quando tem uma estratégia focada na locação de imóveis, pode proporcionar recebimentos regulares.

As melhores ações para investir em 2022
As ações são a menor fração do capital social de empresas de diferentes setores. A partir de análises individualizadas, elas podem gerar valor aos acionistas, o que favorece a montagem de uma carteira balanceada e diversificada.

Como essa é uma exposição direta ao desempenho das empresas, é um investimento que merece atenção em um contexto de economia fragilizada. Alguns setores podem ter bom desempenho, mas outros sofrem mais intensamente os efeitos da instabilidade.

Portanto, se a sua intenção for investir em ações em 2022, a dica é fazer uma boa análise fundamentalista da companhia. Com isso, é possível entender a sua possibilidade de oferecer bons resultados no longo prazo.

Diante das eventuais quedas da bolsa, certos investidores veem nesse momento a oportunidade de comprar ações por um preço mais baixo do que elas realmente valem. Mas essa decisão requer estudos cuidadosos.

Investidores mais experientes podem adotar estratégias de especulação na bolsa para lucrar com as oscilações. Independentemente do procedimento, é importante observar como a estratégia se adéqua aos seus objetivos.

Criptomoedas
As criptomoedas são moedas virtuais, que operam de forma descentralizada, criptografada e anônima. Todas essas características são viabilizadas pela tecnologia blockchain.

Elas progressivamente se firmaram como alternativas de investimentos no mercado. Após o sucesso do bitcoin — a pioneira da proposta —, novas moedas virtuais surgiram, sempre com a proposta de solucionar defasagens e atender a objetivos específicos.

O investimento direto em cripto pode ser feito pelas exchanges, que são as plataformas voltadas para as negociações de criptoativos. No entanto, como as moedas virtuais ainda não são regulamentadas no Brasil, é difícil realizar a fiscalização e isso abre margem para fraudes.

Por outro lado, o mercado financeiro tradicional oferece alternativas de exposição indireta às moedas virtuais, por meio de fundos de investimentos. É possível encontrar fundos multimercados que alocam majoritariamente criptomoedas em seu portfólio, por exemplo.

Similarmente, é válido mencionar os ETFs (exchange traded funds), que também podem ser chamados de fundos de índice. O objetivo deles é acompanhar um indicador do mercado. Nesse caso, o índice pode ser de criptomoeda.

Um exemplo é o HASH11, negociado na B3, que é composto por diferentes moedas virtuais. Os investidores que desejam um aporte com foco no bitcoin podem contar também com o QBTC11, que oferece uma exposição 100% nessa moeda.

O que fazer com a reserva de emergência?
Tão importante quanto conhecer qual é a melhor aplicação financeira e onde investir em 2022 é pensar na reserva de emergência. Afinal, a crise que se iniciou em 2020 mostrou a importância de planejar a segurança financeira. E, como vimos, o futuro próximo ainda reserva muitas incertezas.

Como o próprio nome indica, a reserva de emergência é um montante de dinheiro que você precisa ter à mão para uma situação inesperada. Esse valor costuma ser o equivalente a seis meses do seu custo de vida.

A reserva é um amparo para momentos desafiadores, como uma perda de emprego, um problema de saúde, o reparo em um equipamento importante do trabalho ou da casa, entre diversas outras situações imprevistas que fazem parte do cotidiano.

Desse modo, a reserva de emergência é o que proporciona segurança e tranquilidade para quitar seus débitos em momentos de dificuldade como a crise causada pela pandemia do novo coronavírus.

Ademais, esse colchão financeiro permite tomar decisões sem afetar tanto seu padrão de vida e evita prejuízos aos demais objetivos. Isso porque não será preciso realizar o resgate de outras aplicações antes do momento adequado.

Assim, se você já tem uma reserva de emergência, é importante mantê-la em um investimento com baixo risco e liquidez diária, mesmo que isso represente uma rentabilidade menor em 2022.

Perceba que, nesse caso, a intenção não é obter lucros, apenas manter o poder de compra e preservar o seu resguardo financeiro. A recomendação é utilizar o valor somente quando houver necessidade.

Qual o melhor investimento para reserva de emergência em 2022?
Como vimos, para a reserva é preciso priorizar a segurança e a liquidez, deixando um pouco de lado o foco no retorno. Por isso, a renda fixa é o mais adequado — em especial, aplicações com liquidez diária.

Dependendo das suas condições, há como investir em Certificados de Depósito Bancário (CDB) que apresentem liquidez diária ou no Tesouro Selic, por exemplo. Se for necessário, é possível resgatar os valores com rapidez. Outra possibilidade é aplicar a reserva em fundos de renda fixa específicos — como o fundo DI.

É válido reforçar que com a inflação em alta, deve-se redobrar a atenção para que as alternativas de investimentos escolhidas superem esse índice. Assim, você evita a desvalorização do seu dinheiro. Contudo, em momentos instáveis, isso pode ser mais difícil, temporariamente.

Melhor investimento para 2022: pontos a considerar
Na hora de decidir onde investir em 2022 pode ser interessante avaliar a opinião de profissionais, além de levar em consideração o cenário do mercado como um todo. Existem diversas oportunidades, logo é preciso saber encontrá-las.

Agora que você já sabe algumas projeções econômicas para o ano de 2022, também é importante conhecer critérios a serem avaliados no momento de realizar os seus investimentos.

Veja nas próximas linhas!

Rentabilidade
A rentabilidade é um dos pilares dos investimentos, pois se refere ao lucro que um aporte é capaz de proporcionar. Tenha em mente que alternativas com maior liquidez e segurança tendem a ter uma rentabilidade menor.

Para ter uma compreensão mais precisa da rentabilidade, também é importante considerar os custos dos investimentos, como taxas e impostos. Após descontar esses valores você poderá avaliar o retorno que um ativo pode proporcionar.

Da mesma forma, ativos com possibilidade de ganhos mais elevados costumam ter menor liquidez e mais riscos. Assim, é necessário observar essa informação na hora de tomar a sua decisão. A depender dos seus objetivos, será possível definir a sua prioridade.

Riscos
Você já viu que conhecer o perfil de investidor é um dos passos iniciais para fazer os aportes, já que ele indica a sua relação com os riscos que o mercado oferece.

Os objetivos também são importantes para a decisão. Um investidor arrojado, por exemplo, não investe apenas em alternativas arriscadas. Afinal, ele também precisa de uma reserva de emergência em uma aplicação segura.

Portanto, conhecer esse critério antes de fazer o aporte é essencial para uma estratégia consciente. A adequação ao seu perfil de risco e objetivos ajuda a evitar ansiedade diante das oscilações e eventuais equívocos na gestão da carteira.

Liquidez
A liquidez é o terceiro pilar na análise de um investimento. É importante ter a clareza de quando você precisará resgatar o valor. Alternativas com maior liquidez têm mais chances de permitir o resgate sem prejuízos antes do prazo de vencimento.

Estratégias
Por fim, ao analisar o tripé dos investimentos — rentabilidade, riscos e liquidez —, o que indicará a melhor alternativa para o seu caso é a sua estratégia financeira. Assim, definir as suas metas de curto, médio e longo prazo é um passo importante do planejamento.

Entender os seus motivos para investir ajuda a tornar as decisões mais assertivas e permite compor uma carteira inteligente para o seu caso. Logo, é relevante reforçar que o investimento ideal é, primeiramente, aquele que se encaixa em seu perfil, suas expectativas e suas possibilidades.

Fonte: Blog Btg Pactual

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